Após 2 horas começou a falar inglês fluentemente

A Inês tem 54 anos e é da zona de Aveiro. Admite que era sempre uma pessoa aberta e interessada no mundo.

Em 2016 no hospital onde trabalhava há 20 anos começaram-se os despedimentos. A mulher animada e otimista não esperava que em vez de começar a planear a sua reforma teria de procurar um novo trabalho!

“Estava horrorizada”, a Inês. “Os salários no setor de saúde não são tão altos quanto parece. O dinheiro mal chegava até o fim do mês. Quando perdi o trabalho, foi um choque enorme para mim.”

Ela explica que o primeiro choque passou depressa.

“Contámos as nossas poupanças, mas não era muito. Não íamos conseguir viver com dignidade apenas com a pensão do meu marido. Precisava encontrar rapidamente um novo trabalho. Não queria que os nossos problemas fossem um peso para os meus filhos, uma vez que o meu filho estava ainda na faculdade e a filha mais velha estava a planear o seu casamento.”

Mas a realidade foi para a Inês como um balde de água fria. A mulher de cinquenta e dois anos começou logo a procurar um novo trabalho. Infelizmente ninguém na zona procurava pessoas para a posição dela.

“As minhas colegas tinham o mesmo problema. Também foram despedidas e não havia postos para elas na zona. Uma delas sugeriu que viajasse com ela para a Alemanha para trabalhar como cuidadora. Seria mais agradável se fossemos juntas – foi o que me disse.”

Mas a Inês nunca aprendeu alemão. Como criança aprendia francês, há alguns anos aprendeu inglês básico num curso para enfermeiras. Mas mesmo assim não se sentia capaz de viajar para Berlim.

“Tinha medo que não ia conseguir. O alemão era-me estranho demais. Há alguns anos fiz um curso de inglês, sabia o básico, mas pensava que realmente não sabia nada.”

A Inês começou a ter trabalhos temporários. Assim ela e o marido conseguiam sobreviver, mas não era suficiente para eles.

“A minha filha marcou a data do casamento e eu continuava a esconder que tinha perdido o trabalho.”

A situação da Inês mudou graças a… um acaso. Quando estava a fazer compras com a filha encontraram estudantes perdidos. Eram estrangeiros e falavam apenas inglês. A filha da Inês estava na altura no provedor.

“Perguntaram-me como chegar à paragem de autocarro. Estavam muito perdidos. A empregada da loja não falava inglês, por isso decidi ajudar, mesmo se fosse preciso fazer isso com gestos. Faltavam-me palavras e tive de usar as mãos, mas finalmente conseguimos comunicar. Eles estavam muito gratos.”

A Inês admite que estava tão concentrada em ajudar aos estudante que “se esqueceu que não sabia nada”. Até ficou surpreendida que se lembrava de tantas coisas do curso.

“Quando a minha filha saiu do provedor disse: A mãe fala tão bem inglês! E eu lhe disse: mas eu não falo nada!

A minha família insistiu comigo. Descobriram que tinha perdido o trabalho. Lamento não lhes ter contado antes sobre a situação. Eram um grande apoio para mim.”

Os filhos da Inês conseguiram convencê-la que tinha muito mais habilidades do que pensava. Cheia de energia positiva depois daquele encontro inesperado, ainda no mesmo dia voltou a consultar os seus apontamentos das aulas de inglês.

“Não me lembrava e não percebia tudo, por isso pedi a minha filha para me comprar um curso para aprender através do computador. Ele concordou logo!”

A Inês revelou-se como uma estudante muito empenhada.

“Não há algo como ter jeito para aprender línguas. É um trabalho exigente. Prometi-me todos os dias aprender palavras novas, pelo menos por 10 minutos. Era esse o meu objetivo. Graças a isso consegui aprender mesmo muito!”

Ela estudava em casa, às vezes com ajuda dos familiares. Até participou num curso organizado pela junta de freguesia.

“Revelou-se que não precisava daquelas aulas. Após duas horas conseguia conversar com a professora quando as outras pessoas estavam a aprender o alfabeto!”

Hoje a Inês trabalha como cuidadora de idosos na Grã Britânia. Admite que é um trabalho duro, mas dá-lhe muita satisfação. Tenciona voltar para o país depois de ganhar suficiente para abrir o seu próprio negócio.

“Tenho vontade de viver!”, admite.

8 Comentários
  1. adao Diz

    quero falar outras linguas

  2. dezideria Diz

    Quero muito conhecer

  3. Florentino Diz

    gostaria de aprender o Ingles, como fazer

  4. marlene santi Diz

    sim desejo experimentar esta experiencia.

  5. António Neves Lopes Diz

    Gostaria de experimentar a evoluir no Inglês

  6. Pedro Costa Diz

    Tambem gostaria de aprender o ingles e urgente devido a ja me encontrar em Inglaterra a trabalhar

  7. HELENILTON LOPES FERREIRA Diz

    quero falar inglês

  8. Joaquim Silva Ferrás Diz

    Gostava de saber como conseguir

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